Larissa Máximo, 15 anos. São Paulo - BR
Textos I Textos II Facebook
Home
Ask
Submit
Arquivo
Theme

4/06/2012 @ 14:22
“
Presa dentro do mundo vivia angustiada pelos cantos, com um tanto de amigos que poderiam ser contados nos dedos das mãos, lá estava eu, angustiada, frágil e morta, sorria para não chorar, conversava para tentar esquecer-se da dor. Sem ninguém para me ajudar, eu dizia para mim mesma aquele velho clichê “vai passar, vai passar, calma, respira fundo” e assim ficava cada vez mais cansada do mundo, principalmente das pessoas, digo, da maldade, da inveja, do ódio, da raiva, da falta de compaixão que cada um trazia dentro de si. Há poucos que realmente valem a pena, confesso que nem mesmo eu tenho algum valor de importância, sem assunto, sem sorrisos, sem saber viver, não tinha mais como continuar por aqui. Cansei dos clichês, das pessoas alheias, da hipocrisia e dessa sociedade monótona. Morri e ninguém viu agora só me falta partir. Adeus.
— Larissa Máximo

3/06/2012 @ 17:25
“
Nostalgia e muitos clichês. Era um amor monótono, eu era triste e cheia de saudade, tu eras feliz. Não nos víamos, nem nos tocávamos, a única coisa que nos separava, era o amor, à distância e a saudade, era fichinha perto de tal sentimento.
— Larissa Máximo

2/06/2012 @ 10:01
“
Manhã fria de outono acordei cedo, como de rotina. Tomei aquele café morno que estava em cima da pia, fiquei alguns minutos com a minha coberta e com aquela xicara meio velha, ouvindo o som dos pássaros na varanda, aquele som me encantava, alguns desses passarinhos até se arriscavam a ir comer algumas das migalhas de pão que joguei para observar tal beleza. Na casa ao lado começou tocar uma daquelas musicas de amor clichês e antigas, não era Roberto Carlos, nem Roupa Nova, não sei bem o que era, mas aquela melodia foi o suficiente para eu voltar a sentir tua falta, fiquei triste e chorei, porque lembrei que nas tardes da primavera passada, que ficávamos juntos ali, naquela mesma varanda, naquele mesmo local, era uma nostalgia louca e eu só desejava que você estivesse fazendo o mesmo, eu desejava que fosse reciproco.
— Mais uma manhã de outono. Larissa Máximo

31/05/2012 @ 17:27
Carta dela para ele.
Novamente eu gostaria de lhe pedir para que ficasse. Eu estive refletindo a alguns minutos atrás, da bagunça que a minha vida é sem você, é um clichê bem clichê, mas eu não consigo, mais por momento algum viver sem ti meu amor. Todas as noites antes de dormir, sinto aquela falta tua aquela vontade de te ligar só para ouvir tua voz, é angustiante ficar longe de ti. Com o coração apertado e olhos carregados, deixo a saudade transbordar pelos meus olhos, eu faria de tudo para tê-lo do meu lado novamente, hoje eu sinto e vejo nitidamente o quão é grande o meu amor por ti, não é desses amores-paixões que acabam logo depois dos primeiros meses, é amor para vida toda, eu te amo desde o momento em que te vi pela primeira vez, suspeito na verdade que te amo bem antes disso acontecer, porque não é normal amar tanto alguém assim.
Amor faz tanto tempo que não conversamos nunca mais nos vimos, nunca mais nos tocamos, nunca mais fui à mesma. Onde está você agora? Está bem? Já sor(riu) hoje? Já abraçou e não esqueceu sua bola de basquete na escola de novo? Pensou em mim pelo menos uma vez durante aquela aula chata e monótona de matemática ou a de filosofia?
Por que tu estás tão longe, mas ao mesmo tempo tão colado em mim? Por que tu não aparece no meu portão só para me ver tomando sorvete na varanda? Eu sempre esperei qualquer atitude sua, sempre torci para te ver, até quando ia à banca da esquina, eu queria te ver comprando jornais para seu avô. Sempre que via “1 nova mensagem” no visor do celular torcia para ser você, quando o telefone tocava eu atendia sem ver quem era, cruzava os dedos e pensava “que seja ele”. Vivi tantas coisas querendo que você estivesse ali, pedia a Deus para te trazer logo para mim, mas agora eu só peço para que seja na hora que for da vontade dele. Hoje eu peço somente para que te cuide e que nada no mundo possa tirar esse teu sorriso lindo do rosto.
Já é tarde e como todas as outras noites anteriores, decidi te escrever mais uma carta clichê nesse papel meio velho e meio amarelado, perdoa a caneta falhada e algumas frases com a tinta borrada, não conti minhas lágrimas. Boa noite anjo, sinto tua falta.
Larissa Máximo (FeelingsSoft)

30/05/2012 @ 17:29
Existe ainda algumas coisas gostaria de lhe dizer, mas embora não posso, vou lhe escrever e peço-vos para que leia atenciosamente, pois até nas vírgulas conterão um pouco do meu amor por ti.
Eu deveria começar dizendo que tu és um vagabundo, mulherengo e idiota, mas não consigo, mesmo que tu seja esses e mais tantos adjetivos ruins te amo e tudo que ocorreu até os dias de hoje foi o suficiente para esse amor em mim crescer de uma forma inigualável a nada. Hoje eu queria te encontrar, te dizer algumas das milhões de coisas que decorei na noite passada, mesmo que muita coisa esqueci durante aquele sonho meio louco, a qual a gente se pertencia. Hoje eu gostaria — assim como todos os dias desde aquela manhã em que te conheci — de ouvir a tua voz grossa sussurrando palavras clichês em meu ouvido, hoje, pelo menos por algumas rápidas horas gostaria de tê-lo ao meu lado, sem pressa, sem o por quê de ir embora.
Essa tarde vi algumas fotos suas naquela velha rede social, a qual você nem usa mais. Ri da sua cara de criança boba, mas confesso que meus olhos encheram de lágrimas, é e sempre foi esse velho clichê, olhar suas fotos e chorar, chorar de saudade, de amor, de vontade de estar junto, chorar por te amar tanto e não ser reciproco. O teu sorriso torto ainda não saiu da minha mente, ainda lembro com aquele aperto no coração daquelas vezes que a gente dizia se amar, que a gente deitava na cama e tornávamos um corpo só. Será que tu pensas em mim com essa mesma saudade, dessa mesma forma que penso em ti? Será que tu me amas da mesma forma que eu te amo?
Angustiada e nervosa, peço tanto a Deus para lhe esquecer, mas isso talvez seja um tanto irônico, tudo me lembra um pouco de você, até aquela senhora sentada no banco da praça me lembra você. Quero tanto lhe esquecer, mas torço para quando eu estiver saindo de casa, você esteja comprando algum salgado na lanchonete da esquina.
Todos os dias são assim, olho tuas fotos, sinto saudade, choro, rio, canto aquelas tuas musicas preferidas e ainda crio versos para ti e te amo um pouco mais. É um eterno ciclo romântico e clichê, o qual eu gostaria de me livrar, de ter bem longe de mim, mas ao mesmo tempo gostaria que fosse mais forte e principalmente reciproco.
— Larissa Máximo (FeelingsSoft)

25/05/2012 @ 14:05
“
Todo esse tempo longe de ti amor, não fui suficiente para apagar uma lembrança tua, mesmo que doesse que eu achasse errado, pensava em você o dia inteiro, sentia uma falta tua incondicional, te queria por perto nem se fosse só por uma tarde desse outono meio louco. Era como se fosse um ritual, a primeira coisa que fazia quando entrava na internet era ver suas fotos, suas redes sociais, porque de alguma forma eu sentia que estava cuidando de você. Te via tão feliz e aquilo era suficiente para fazer o meu humor mudar, eu era triste mais feliz, feliz para caramba, a sua felicidade, o seu sorriso sempre foram para mim as coisas mais preciosas do mundo. Te espero há tempos e tempos mesmo sem ter a certeza de que qualquer dia desses você me aparece aqui em casa com uma dose de amor no coração, não desisto, não desanimo, mas também não corro atrás e talvez seja esse o problema.
— Larissa Máximo

22/05/2012 @ 17:31
“
Hoje só pela manhã, umas cinco ou mais pessoas disseram-me que estava completamente estranha. Eu não parecia sóbria, olheiras pretas, olhar triste e pele seca faziam uma visita á mim, parecia até que tinha passado a madrugada nessas esquinas alheias e frias, mas queria eu que fosse assim. Nessa madrugada vivi a mais fria, tenebrosa e triste noite da minha vida, por alguns segundos até pensei em desistir, sentia náuseas, tonturas, dor de cabeça, eram sintomas de embriagues, não ingeri álcool algum, mas de ficar tanto tempo sem beber algo, meus lábios ficaram tão secos a ponto de sangrar com um simples abrir da boca. Acho que me perdi em alguma dessas esquinas por ai, não sei nem mais beber, nem sorrir, nem ter amigos, não sei mais rir ou ser engraçada como antes, hoje sei somente que morri e enquanto isso, vago pela cidade, esperando ir embora logo, sem despedidas, sem malas ou um casaquinho, fingindo que está tudo bem.
— FeelingsSoft

19/05/2012 @ 20:44
Quem dera viver num mundo, onde amar alguém fosse suficiente para ficar junto dela.

19/05/2012 @ 20:19
“
Dai bate aquela saudade incondicional no fim de dia, então tu fica triste e aquela suposta felicidade sai pelo ralo, junto com a água do chuveiro e algumas lágrimas.
— Larissa Máximo

18/05/2012 @ 14:13
“
Às vezes me lembro dele. Sem rancor, sem saudade, sem tristeza. Sem nenhum sentimento especial a não ser a certeza de que, afinal, o tempo passou. Nunca mais o vi, depois que foi embora. Nunca nos escrevemos. Não havia mesmo o que dizer. Ou havia?
— Caio F. Abreu

17/05/2012 @ 18:58
Queria te encontrar, nem se fosse assim, meio sem querer.

17/05/2012 @ 18:47
“
Eu pedia tantas coisas á Deus, pedia amor, carinho e um certo alguém. Hoje todos os dias, peço baixinho: “Que seja da vossa vontade” e ficará tudo bem.
— Larissa Máximo

12/05/2012 @ 16:29
“
Ouvia a tua voz doce e mansa dizendo aquelas coisas clichês de amor, ouvia a tua risada alta e de um jeito cômico super exagerada, eu adorava os seus exageros, principalmente quando tu me dizia “eu que te amo mais seu bobo”. O teu dedão acariciando meu rosto me deixava bobo, me arrepiava da cabeça aos pés, é incrível como o teu sorriso tinha um efeito dominador sobre mim, era lindo poder passar aquelas tardes de verão chuvosas do teu lado. O teu corpo no meu, eu e você, nós, deitados no balanço da rede, rindo de piadas bobas, eu te beijava lentamente e sentia teu corpo sendo entregue aos meus braços. Pequena, jamais senti aquelas sensações de amor desde que deixei você partir, sinto uma falta incondicional de todos os seus beijos e carinhos, sinto falta do cheiro do seu cabelo e da rua roupa limpa, confesso que até hoje compro aquela tua bala e aquele chiclete preferido, na tentativa de lembrar nitidamente o gosto dos teus beijos. Ainda é madrugada, acordei de um sonho incrível, só existia eu e você e isso me fez ver o quanto é grande a minha necessidade de ti, eu te amo de um jeito louco, tanto que eu jamais poderei te dizer de saudade meu coração aperta agora. Não sei como não me acostumei em te ver todas as noites, na verdade te vejo em todos os lugares, em todas as pessoas, te deixei partir, te deixei solta e hoje o que eu mais queria te pedir, era para voltar, daria tudo para ter o teu sorriso colado no meu novamente. Cansei de escrever, de tocar em forma de musicas, eu quero te falar pequena quer dizer que preciso de ti mais do que qualquer coisa no mundo, volta para mim? Volta a me chamar de “amô, meu amor, idiota”? Não suporto mais o mundo sem ti, dessa vez eu prometo pequena, jamais te deixarei partir de novo.
— Ele para Ela.

12/05/2012 @ 11:41
“
Foi quando eu a vi com aquele menino que percebi o que realmente havia perdido, eu jamais tinha sentido aquilo na minha vida, eu por anos achei que a minha pequena me amava incondicionalmente, talvez ainda ame, mas, dói ver que ela consegue ser feliz sem mim. Durante tempos fui feliz sem ela, coloquei na vida dela, mesmo sem querer a tristeza mais profunda que alguém poderia sentir, era ela triste e eu feliz. Não sabia o valor daquele sorriso, daquelas mãos nas minhas, até a ver com outro alguém. Com o coração apertado e com lágrimas no rosto, sinto agora nitidamente o que realmente sinto por ela, é amor, mas agora não importa mais. Minha pequena demonstrou tanto sentimento por mim desde que a gente se conheceu e eu nunca me importei, bem que ela me dizia em tom de brincadeira o quanto eu sou idiota, eu só queria ligar para ela agora e dizer tudo que sinto, ir à casa dela e demonstrar todo o amor que bate forte em meu peito. Eu queria agora, ser aquele garoto, eu queria estar vendo o sorriso dela, estar segurando as mãos tão pequenas e macias, queria estar olhando naqueles olhos tão brilhantes quanto os anéis com pedras que ela usa, eu queria o cheiro dela em mim mas agora não dá mais tempo. Ela jamais lerá isso, mas eu queria a dizer que a amo, por isso não corro atrás, vou a deixar ser sozinha, afinal, na vida dela só a propus dores, choros e angustias. Daria tudo para voltar ao tempo e prende-la aos meus braços, dizer que a amo e jamais sair do lado dela. O tempo passou e agora, muito mais do que qualquer pessoa no mundo a minha linda merece toda a felicidade do mundo, torço, rezo para Deus não deixar nenhum moleque ser tão idiota quanto eu e a fazer triste, não existe coisa mais linda do que aquele sorriso.
— Carta dele, sobre ela.

4/05/2012 @ 11:22
Carta encontrada no chão da varanda.
“O tempo está frio, nublado, venta em alguns momentos. Sentada na cadeira de balanço da varanda, começo a escrever sobre o que ando sentindo, escrevo para tentar tirar esse excesso de cansaço existente sobre as minhas tão fracas costas. — Pausa — Respirei fundo por alguns minutos, é incrível a minha vontade de chorar toda hora, meu coração está acelerado, apertado, sinto como se estivesse dizendo o “adeus” definitivo desse lugar, deve ser porque logo pela manhã tomei alguns comprimidos que achei no fundo do armário da cozinha, meu estômago e a minha vista doem, preciso de algo para matar o que anda me matando há tempos. Peço ajuda aos céus, mas não vejo nada, talvez seja mesmo verdade que esses serão meus últimos dias aqui nesse mundo. — Pausa na escrita — Ainda sou criança, choro agora por motivos que talvez comparados com alguma coisa são tão bobos, fumei dois cigarros, sinto que preciso de outro, não sei aonde ir agora, não sei se devo ficar ou ir embora de uma vez por todas. — Droga! — A tinta da caneta com um pouco de minhas lágrimas já mancharam esse papel fuleiro, suspeito que nesse mundo idiota nem os papeis prestam, eu definitivamente cansei e imploro “tire-me daqui”, estou ficando louca, não vejo mais nada, não tenho vida, não sei sorrir, nem conversar, só sei ficar trancada nessa casa escura e escrever, escrever e escrever, poderia ser um poeta se as minhas palavras saíssem do meu coração e da minha mente. Todas as minhas dores, tristezas e até possíveis alegrias estão escritas ou desenhadas de alguma forma em algum lugar, algumas são visíveis em algumas partes do meu corpo, principalmente em meus pulsos e pernas, não dói mais, sinto tanta dor que um corte feito com lâmina não chega a ser nada. Me sinto sozinha agora, é como se todos tivessem desistido dessa coisa clichê e chata que me tornei, sou insuportável, não tenho mais amigos, acredito que até o meu cachorro deixou de gostar de mim. Observo fotos do passado agora, eu costumava ser uma pessoa tão cheia de vida, vejo o meu sorriso […] Era tão cheio de alegria, de vida, era tão real e hoje? Hoje é mascara não aquelas coloridas e com brilho, é uma máscara fosca, sem brilho, sem vida. Não sou motivo de orgulho algum para meus pais e para minha família, gostaria de mudar isso, mas sinto que não tem jeito, o que existia em mim morreu e não é possível ressuscitar, talvez, muito provável, que não exista mais nada em mim que realmente vale a pena, torço para que esteja errada, antes de partir ainda quero ser motivo de algum sorriso de alguém, principalmente dos meus pais, sei que sou a pior filha do mundo, mas de alguma forma vos amei durante a minha vida toda e sinceramente? Hoje dói em mim ter que conviver ao lado deles, vivo sob pressão, brigas e gritos, principalmente os meus, pedindo para fugir desse lugar louco. Não aguento mais viver, agora, diferente de alguns minutos atrás, sinto meu coração bater mais devagar, é como se ele fosse parar a qualquer instante — Sorri — Torço agora para que eu esteja certa, esperei por meses ir embora daqui. Será que chegou a hora? Não sei, não faço ideia, talvez essas sensações sejam somente motivos de um desmaio. — Pausa com um riso irônico — [….] Sinto meus olhos fechando lentamente, vejo minha letra como um garrancho de crianças da primeira série, estou sorrindo pela ultima vez, vejo a minha vida inteira passar pela minha mente e agora escrevo pela ultima vez, irei embora feliz, aqueles comprimidos realmente foram meus últimos amigos, vejo borrões vermelhos em mim que fiz com a faca da cozinha. Adeus mundo. Esse dia foi o mais feliz de toda a minha vida, boa noite, agora estou indo dormir, para sempre. “
— Larissa Máximo (FeelingsSoft)